Esta será uma semana importante para o mundo. Nesta terça-feira (6), a população do país mais desenvolvido, os Estados Unidos, escolhe livremente nas urnas quem será seu próximo presidente – o democrata Barack Obama ou o republicano Mitt Romney. A vitória de um ou outro não interessa apenas aos americanos, mas a todos nós, por causa da liderança internacional do país, tanto política, como econômica e cultural.

Na quinta-feira (8), realiza-se o 18º congresso do Partido Comunista da China, que vai oficializar a transição de poder entre o presidente Hu Jintao e seu sucessor Xi Jinping. Essa reunião deve encerrar uma década de poder do atual presidente. Nesse período, a China se consolidou como a segunda maior economia mundial e se transformou no mais importante parceiro comercial do Brasil.

O que for decidido nos próximos dias nos Estados Unidos e na China terá reflexos consideráveis aqui. Os dois países são extremamente importantes para a economia brasileira, embora o primeiro tenha perdido posição por causa da crise financeira de 2008, iniciada em território americano e que se espalhou pelo mundo. Apesar disso, em 2012 é ainda o segundo parceiro comercial do Brasil.

Só perde para a China, que há três anos se tornou o principal comprador de produtos brasileiros, sobretudo minério de ferro e outras commodities, e neste ano ultrapassou os Estados Unidos como nosso maior fornecedor. Deixamos de comprar dos Estados Unidos carvão usado em fornos industriais e algodão e aumentamos as importações de vários itens chineses, como bens de capital e peças.

Apesar da troca de comando, não se espera que Xi Jinping mude uma política econômica que vem dando certo, principalmente agora que a indústria chinesa voltou a acelerar seu crescimento, como ressalta Luiz Carlos Mendonça de Barros, em seu artigo de sexta-feira neste jornal. Pesquisas feitas pelo governo chinês indicam boas perspectivas econômicas para o país, com significado ponderável para o crescimento brasileiro no ano que vem. O articulista acredita que o novo governo vai intensificar as medidas de estímulo à economia que foram adotadas por Hu Jintao.

Nos Estados Unidos, qualquer que seja o vitorioso, as medidas tomadas nos últimos anos pelo governo Barack Obama, que começam a surtir efeito, também terão continuidade. O que ninguém sabe é até quando vai durar a crise fiscal do governo, agravada com o socorro aos bancos e a indústrias mastodônticas, como a GM.