A Fiat Chrysler Automobiles (FCA) recusou neste mês uma proposta de aquisição feita por uma grande montadora chinesa, cujo nome não foi divulgado, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (14) pela publicação norte-americana “Automotive News”.

Segundo a reportagem, o valor oferecido pelo negócio foi o principal motivo da recusa. A notícia provocou uma alta nas ações da FCA, ontem, nos Estados Unidos. Outras grandes montadoras chinesas também estavam realizando uma investigação minuciosa sobre a montadora.

A publicação disse que os executivos da FCA foram à China para se reunir com a Great Wall Motor Co. A montadora, criada 1984, vendeu mais de um milhão de veículos das marcas Great Wall e Haval no ano passado. A reportagem também citou outras empresas chinesas como candidatas em potencial.

A FCA vende cerca de 4,5 milhões de carros e caminhonetes leves ao ano, de marcas como Jeep, Dodge, Ram, Alfa Romeo e Maserati, bem como as duas marcas que dão nome à empresa. Essas duas últimas seriam excluídas do negócio e incluídas na holding controlada pela família Agnelli – que também controla a FCA – e que já tem a Ferrari em seu portfólio.

O CEO da empresa, Sergio Marchionne, já disse várias vezes que gostaria de fundir a FCA com outras grandes empresas para alcançar melhor economia de escala.

O governo chinês tem pressionado os grandes grupos do país a expandirem os negócios no exterior. Outra publicação, a Bloomberg, noticiou na semana passada que empresas do país asiático planejam gastar US$ 1,5 trilhão nos próximos 10 anos em aquisições desse tipo.

Com agências