A Receita Federal espera recuperar R$ 10 bilhões em impostos e multas do dinheiro desviado nas transações ilegais apuradas pela Operação "Lava Jato".
Segundo o subsecretário de Fiscalização, Iágaro Jung Martins, até dezembro, foram recuperados R$ 6 bilhões, sendo R$ 4,6 bilhões referentes ao grupo Schahin.

Atualmente, estão na mira da Receita 421 empresas e pessoas ligadas ao esquema de corrupção envolvendo a Petrobras, entre elas empreiteiras, doleiros, ex-diretores de estatais, políticos e operadoras de câmbio. Esse número deve crescer. Ainda cabe recurso a esses sonegadores.

Só as empreiteiras envolvidas no esquema devem ao Fisco R$ 1,2 bilhão. Há 77 auditores fiscais empenhados exclusivamente na Lava Jato. De acordo com Flávio Vilela, coordenador geral de Fiscalização, a Receita pode rastrear conexão entre o alvo das investigações e toda a sua cadeia de relacionamentos. Pelo sistema, é possível chegar até a um sexto elo de contato do foco da fiscalização.
 
A Receita também tem concentrado esforços na Operação Zelotes, que apura compra de sentenças favoráveis no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e de medidas provisórias, e também na Operação Ararath, que apura esquema de lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros em Mato Grosso.