Há 45 dias em greve, eletricitários da Cemig reivindicam divisão linear da Participação dos Lucros e Resultados (PLR) da estatal, valor que complementa o salário. Neste ano, R$ 100 milhões serão divididos entre os 8 mil empregados da concessionária. A empresa acatou parcialmente do pedido e 50% do montante serão rateados igualmente. O restante será dividido de acordo com o salário de cada funcionário – , quem ganha mais, recebe mais.

Segundo cálculos da Cemig, caso os eletricitários aceitem a proposta, o benefício para quem recebe o piso será de 3,5 salários. Para os salários mais altos, o benefício será de 1,2 vez a renda mensal. “Nós aceitamos que a PLR seja de R$ 100 milhões e não de R$ 170 milhões. Agora, nossa exigência é que haja divisão linear”, ressalta o coordenador geral da entidade, Jairo Nogueira Filho.

Até quarta-feira (7), a companhia contabilizava quase 16% dos empregados parados. O representante do Sindieletro afirma que 50% dos eletricitários não estão trabalhando. “No dia 10 de dezembro foi a maior adesão à greve, com paralisação de 36,2% dos funcionários da companhia, o que não impediu o funcionamento da empresa”, afirma o presidente da estatal, Mauro Borges, em entrevista exclusiva ao Hoje em Dia.  Além de eletricitários, engenheiros também estão em greve.

A admissão de 400 novos empregados, eletricistas e técnicos no primeiro semestre de 2016, condicionado à comprovação de viabilidade técnica e econômica da empresa, foi outro ponto citado em nota da companhia. “A Cemig precisa ampliar o número de empregados próprios. Os terceirizados não têm qualificação suficiente. Somente neste ano, cinco terceirizados morreram”, lamenta Nogueira.

Sindieletro e a estatal chegaram a um acordo quanto ao reajuste: 10,33% de recomposição da inflação por meio do INPC mais 1,2% de aumento real. Além disso, a Cemig aceitou pagar um tiquete alimentação extra de R$ 1 mil.