Pela terceira vez consecutiva, a reunião que poderia decidir pelo fim da verba indenizatória dos vereadores terminou por falta de quórum, ou seja, sem o número mínimo de vereadores presentes, uma vez que o acordo firmado na terça-feira pela Mesa Diretora e pela oposição não vingou. De acordo com o projeto, a restituição da verba de R$ 15 mil mensais será substituída por uma licitação única para custear as despesas dos 41 gabinetes.

Temendo que o presidente Wellington Magalhães (PTN) descumprisse o acordo, Juninho Paim (PT) pediu a leitura da ata da reunião anterior logo no início da sessão da última quarta-feira (11). No entanto, a dispensa da leitura foi votada pela maioria. Logo depois, a pedido do vereador Arnaldo Godoy (PT), a verificação de presença registrou apenas 19 parlamentares dos 21 necessários para começar a votação em Plenário.

“Apenas quatro vereadores de oposição estavam presentes, a base não conseguiu manter o quórum”, disse o petista Adriano Ventura. Entre outras exigências, a bancada do PT e seis vereadores declarados independentes haviam pedido uma reunião com representantes do Executivo para discutir a retirada de projetos polêmicos da pauta, entre eles o texto que autoriza a venda de terrenos próximos à Estação Ecológica de Fechos, no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana, e o projeto que prevê a construção de estacionamentos subterrâneos na capital antes de votar o fim da verba. As mudanças no regimento interno propostas pela Mesa também motivaram a obstrução.

DISCUSSÃO DE PROJETOS

“O acordo caiu. Pedimos que a prefeitura se reunisse conosco hoje (ontem 11), mas não foi o que aconteceu. Isso mostra uma total falta de respeito do Executivo com esta Casa”, disse Ventura. O líder de governo na Câmara, vereador Preto (DEM), se reuniu na última quarta-feira (11) com a secretária de governo do prefeito Márcio Lacerda (PSB) e marcou uma reunião que deverá ocorres nesta sexta-feira (13), às 9h, com os vereadores e técnicos da prefeitura para explicar os projetos. “Estamos cumprindo o que foi combinado, eles não. O vereador Juninho Paim disse em Plenário que só vota a partir de sexta, o que é uma incoerência”, afirmou Preto.

“Para mim o acordo continua. Vamos tentar de novo amanhã (hoje) a votação para o fim da verba indenizatória. Todos os vereadores estão assinando o projeto, como a oposição pediu. O que eles estão querendo é atrapalhar a administração do Márcio Lacerda, o que não vamos deixar”, declarou o presidente da Câmara, Wellington Magalhães.