Os esforços para que Minas Gerais ganhe lugar de destaque no segmento de tecnologia da informação já estão gerando resultados positivos. Durante 2014, 23 startups foram aceleradas pelo programa MGTi e outras 20 empresas serão estimuladas em 2015.

Até 2022, a meta é que o Estado alcance o faturamento de R$ 9 bilhões com o setor. Para isso, além do potencial tecnológico, o programa quer criar um cenário para que novos negócios entre empresas de tecnologia sejam fomentados em Minas Gerais.

Para o conselheiro do MGTi e presidente executivo da Sucesu Minas, Leonardo Bortoletto, todas as metas visam a formação de mão de obra e da equiparação do Estado com o nível médio nacional para o segmento.

“Somente em Minas Gerais temos cinco mil empresas nesse nicho, sendo que 3.500 estão na Grande BH. As maiores metas para 2015 são estabelecer um marco regulatório para o setor e definir estratégias em nível municipal para que os investidores sintam segurança para apostar nessas novas empresas”, diz.

Posicionamento

Um sinal de que o Estado tende a se reposicionar no segmento tecnológico é o destaque de algumas startups aceleradas pelo MGTi. A Opinion Box, especializada em pesquisas de mercado realizadas on-line cresceu 100% em 2014 e realizou mais de meio milhão de pesquisas no mesmo ano.

“Já temos mais de 150 mil pessoas cadastradas em todo país. Usuários que vão desde empresas a pessoas físicas realizando pesquisas de todos os tipos. O diferencial é que conseguimos criar mecanismos para garantir confiabilidade e evitar inconsistência nas pesquisas”, comenta o diretor da startup, Felipe Schepers.
 
Especializada em testes para estudante faz parceria no exterior
 
Outra startup que ganhou evidência em 2014 foi a AppProva. Especializada na criação de testes de avaliação para estudantes, a empresa desenvolveu uma plataforma destinada, inicialmente, a alunos que se preparavam para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

A ideia deu tão certo que também foram criados testes para a prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). A partir daí, as parcerias com instituições de ensino saltaram de oito para 25. Dentre os grandes clientes da AppProva estão o grupo Ânima, que é proprietário das faculdades Una e UniBH.

“Hoje, no aplicativo do Enem, são mais 615 mil usuários. No caso da OAB, foram aproximadamente 5 mil pessoas durante o ano passado. E stamos em parceria com a Fiat para testar a equipe de funcionários que trabalha no projeto de lançamento do novo Jeep Renegade SUV”, comenta João Gallo, sócio diretor da empresa.

O MGTI também criou parceria com a Universidade de Stanford, por meio do Programa de Inovação e Empreendedorismo para empresas mineiras de TI.

Durante 2015, o programa vai capacitar as novas startups selecionadas sobre financiamento por meio de capital de risco.