Manifestantes fizeram um protesto violento na noite desta segunda-feira (7) e tentaram incendiar a Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Eles lançaram coquetéis-molotov em direção às janelas e alguns desses artefatos provocaram fogo dentro do prédio, na lateral da Rua Evaristo da Veiga. Agências dos Bancos do Brasil (BB) e Itaú situadas na Avenida 13 de Maio foram depredadas. Os ativistas depredaram outros prédios da mesma avenida. Antes, os manifestantes haviam retirado a bandeira do Estado do Rio hasteada na fachada da mesma agência e substituído por um pano preto. Alguns ativistas também picharam a parede lateral da Câmara com frases como "Fora Paes", Fora Cabral" e "Cadê o Amarildo?".

A marcha em apoio aos professores e contra a violência policial que começou à tarde na avenida Rio Branco, entre a Candelária e a Cinelândia, no centro do Rio, reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com o Sindicato Estadual de Profissionais de Ensino (Sepe). A PM não divulgou estimativa. Segundo a corporação, cerca de 500 policiais acompanharam o o ato.

Os primeiros PMs foram vistos na esquina da avenida Nilo Peçanha no percurso do ato rumo à Cinelândia. A marcha reuniu professores, partidos de esquerda como o PSTU, entidades do movimento estudantil, movimentos sociais e cerca de 300 black blocs.

O protesto começou pacífico, com pessoas do alto dos prédios apoiando o movimento acendendo as luzes dos escritórios e jogando papel picado das janelas. Personagens clássicos das manifestações no Rio também participaram do ato, caso do protético Eron de Melo, que se veste de Batman, um sósia do deputado Tiririca e outro de Homem Aranha.

As palavras de ordem tratavam da situação da educação no Rio e de gritos contra o governador Sérgio Cabral (PMDB) e o prefeito Eduardo Paes (PMDB).