O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio Grande do Sul apreendeu nesta terça-feira, 13, documentos nas casas de três ex-diretores e um conselheiro da Companhia de Processamento de Dados de Porto Alegre (Procempa), como parte de uma investigação de supostos desvios de dinheiro público e fraude em licitações da empresa municipal. Três deles foram conduzidos a uma delegacia de polícia porque tinham armas com registros vencidos em suas residências.

Dois deles, o ex-presidente André Imar Kulczynski e o ex-gerente financeiro Ayrton Fernandes, pagaram fiança e foram liberados. Já o conselheiro Claudio Manfrói, ligado ao PTB, ficaria detido por ter uma arma de uso restrito de forças de segurança, mas uma decisão judicial considerou os fatos insuficientes para a reclusão e relaxou a prisão. Policiais informaram que ele alegou ser colecionador e não usuário de armas. Também foram feitas buscas na casa da ex-diretora administrativa e financeira da Procempa Giorgia Ferreira. O Ministério Público informou que o material apreendido será analisado e encaminhado à Justiça.