Antônio Carlos Costa - AVIMIG“A crise econômica afetou o Brasil este ano e nesse cenário complexo sofremos alguns impactos, como a elevação do custo de produção, principalmente no segundo semestre de 2015. Tivemos a greve dos caminhoneiros e a greve dos fiscais agropecuários, e, ainda, registramos a instabilidade do clima, que também nos prejudicou. Apesar de todas essas dificuldades, eu avalio o saldo do ano de 2015 como positivo. A avicultura teve recorde de produção e de exportação de frango. O que facilitou para alcançarmos esse resultado satisfatório foi a redução da exportação dos Estados Unidos por causa da influenza aviária (gripe aviária). Isso abriu portas para o Brasil. A expectativa do segmento é chegar a aproximadamente 13 bilhões de toneladas produzidas em 2015, um volume 3,5% superior ao registrado em 2014. Mesmo com a insegurança com relação à economia e à política do país, o setor tem a expectativa de crescer entre 3% e 5% em produção de frangos no ano de 2016”.
Antônio Carlos Vasconcelos Costa
Presidente Associação de Avicultores de Minas Gerais (Avimig)

Antônio Carlos Costa espera que a avicultura em Minas Gerais cresça entre 3% e 5% em 2016 - Foto: AVIMIG

Em destaque os pontos positivos e perspectivas para 2016“O ano de 2015 foi favorável para o crescimento da raça girolando no Brasil e no mundo. No período de janeiro a novembro, tivemos aumento de 12% nos registros genealógicos definitivos. A expectativa é de que o total de registros e controles atinja a casa dos 100 mil, podendo ser o novo recorde histórico da raça. Na área internacional também avançamos, com a assinatura de protocolos de intenções para acordos técnicos com oito países. Essa grande demanda do mercado pela genética do girolando vem crescendo a cada ano e a expectativa é de que se mantenha em 2016. Para a pecuária leiteira em geral, a expectativa é conservadora em relação ao mercado interno, devido ao aumento da inflação e queda do poder de consumo da população, enquanto que para o mercado externo, poderemos reconquistar mercados com a melhor competitividade de um câmbio cada vez mais favorável, resultando num balanço mais positivo que o restante da economia”.

Jônadan Ma
Presidente a Associação Brasileira dos Criadores de Girolando

Jônadan Ma acredita que a aposta da pecuária leiteira em 2016 será no mercado externo - Foto: Divulgação
 
Antônio Ferraz - Presidente Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg)“Considero que o setor suinícola teve um ano bastante equilibrado, apesar da pressão que os altíssimos valores do dólar imprimiram sobre os insumos, tornando mais altos os custos de produção. Os valores de comercialização na grande maioria das semanas ultrapassou o custo de produção. Assim sendo, podemos considerar um ano positivo, já que mesmo que pequeno, o suinocultor teve lucro no decorrer do ano. Muitos são os fatores que compuseram este cenário mercadológico. O primeiro e mais valioso deles foi o incremento do consumo da nossa proteína. Outro ponto importante foram as exportações, que levaram para fora do país milhares de toneladas de carne e mantiveram o mercado interno equilibrado. A perspectiva é que o segmento se mantenha forte e com rentabilidade igual ou superior a 2015, uma vez que o plantel de suínos permanece quase que inalterado. A carne bovina continuará sendo comercializada a valores bastante superiores aos da carne suína. Logo continuaremos tendo a oportunidade de estarmos mais presentes na mesa dos brasileiros”.
Antônio Ferraz
Presidente Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg)
 
Para Antônio Ferraz o importante é que a suinocultura se mantenha forte e com rentabilidade igual ou superior a 2015 - Foto: Divulgação/ASEMG
 
Mário Barbosa - Presidente Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga“Finalizamos 2015 com um saldo muito positivo para a raça mangalarga. Realizamos diversos eventos importantes como a Exposição Brasileira, 37ª Exposição Nacional, Etapa Final da Copa de Marcha, entre outros. Tudo isso nos ajudou a fortalecer e a estreitar os laços da família mangalarga, o que resultou em um aumento de 10% em números de criadores e 12,5% de expositores. Alcançamos ainda o maior número de exposições dos últimos cinco anos. Precisamos ressaltar também o trabalho sobre o andamento da raça, realizado por Alessandro Moreira Procópio, professor de melhoramento genético da UniBH. Ele desvendou os passos do mangalarga para dar aos criadores, árbitros e profissionais da área subsídios técnicos para a tomada de decisões, já que sem o uso das câmeras, as observações se tornavam muito particulares e acabavam gerando divergências. Para o próximo ano, nossa expectativa é por uma temporada ainda melhor, com elevado nível de concorrentes em nossas competições e bastante trabalho em prol da raça para continuarmos avançando a patamares cada vez mais elevados”.
Mário Barbosa
Presidente Associação Brasileira de Criadores de Cavalos da Raça Mangalarga
 
Mário Barbosa revelou que, a raça mangalarga aumentou 10% em números de criadores e 12,5% o de expositores - Foto: Divulgação