Se o motorista norte-americano recorre ao site dos Amortecedores Monroe para se orientar sobre sua manutenção, é informado pela Tenneco (empresa que detem a marca Monroe) de que deverá verificá-los a cada 50 mil milhas (80 mil km).

Já o motorista brasileiro, quando recorria exatamente ao mesmo site, com mesma disposição, formato, fotos e ilustrações, se deparava com a recomendação de “substituir” os amortecedores a cada 40 mil km...

Erro de “tradução”? Qualidade pior do produto nacional? Ou das nossas estradas? Ou pura “empurroterapia” para cima do consumidor brasileiro?

Seja lá como for, a Monroe mudou rapidamente sua recomendação depois que o Auto Papo publicoumatéria em junho deste ano, apontando a diferença entre seus sites nos EUA e no Brasil. E passou a informar corretamente que os amortecedores devem ser verificados a cada 10 mil km, prazo até inferior ao dos EUA mas que se justifica pela baixa qualidade das nossas estradas. E desapareceu qualquer prazo indicado para sua substituição.

A rigor, amortecedor não tem prazo para troca: rodando em estradas de terra e esburacadas ele pode não resistir 10 mil km. Ou menos: se passar por uma dessas crateras asfálticas, ele se danifica na hora. Por outro lado, o automóvel que roda em “tapetes de asfalto” pode até ultrapassar os 100 mil km sem necessidade de trocar o amortecedor. Tanto que, nos EUA, a própria Monroe sugere verificá-los apenas aos 80 mil km.

Menção Honrosa...

Quem leva este ano é a Volkswagen, que teve respingado no Brasil o problema da mentira dos 11 milhões de motores diesel em diversos países. A grande maracutaia de simular emissões dentro do padrão quando, na verdade, emitia até 40 vezes mais, refletiu aqui em cerca de 17 mil picapes Amarok com esta motorização.