Automóveis populares correspondem a um quinto dos carros de passeio e comerciais leves vendidos no Brasil em 2015, de acordo com a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Em julho, foram vendidas 42.850 unidades, contra 36.236 de junho. Em números, é o segmento com maior volume de emplacamentos, já que se trata do nicho de entrada, em que os modelos têm preços mais baixos que as demais categorias.

No entanto, se comparado ao mesmo período do ano passado, quando foram anotadas 53.673 unidades, houve uma retração de 20%. E no acumulado dos sete primeiros meses do ano foram vendidas 311.084 unidades, contra 369.173, no mesmo período de 2014. Ou seja, são quase 58 mil carros a menos na balança.

Por outro lado, a retração que equivale a 15% é menor que os 20% do total do mercado de automóveis de passeio e comerciais leves e joga por terra a ideia de que o segmento popular seria o mais afetado devido à maior dependência de crédito desse perfil de consumidor.

No entanto, o que se vê é uma descida de degraus, já que o segmento de hatches pequenos (categoria acima dos automóveis de entrada) encolheu 30% em 2015. Ou seja, o consumidor perdeu poder de compra de um modelo mais qualificado e migrou para o segmento popular.

Dança das cadeiras

O Fiat Palio segue como líder do segmento e também do mercado, com 74.068 unidades em 2015, seguido pelo Ford Ka, com 55.133 licenciamentos. O Volkswagen Gol surge na terceira posição com 52.133 carros vendidos e o Fiat Uno em quarto, com 49.939 emplacamentos.

O VW up! é o quinto mais vendido do segmento, com 31.840 veículos, e o Toyota Etios figura na sexta colocação, com 20.749 licenciamentos.

Até julho do ano passado, o cenário era outro: o Gol liderava o mercado, com 107.949 licenciamentos, enquanto o Palio figurava na segunda posição, com 98.553 unidades, seguido do irmão Uno, com 70.669. O up!, apesar de registrar volume menor que este ano (29.359 carros), era o quarto colocado. O Chevrolet Celta se posicionava em quinto lugar, com 26564 emplacamentos.

O Etios foi o único que se manteve estável, com praticamente o mesmo volume (20 mil unidades) e a mesma posição. Já o Ka, hoje vice-líder, amargava a oitava colocação, com míseros 3.355 carros comercializados, ainda com carroceria de segunda geração.