O Jaguar E-Type está entre os mais belos automóveis do mundo e exposto no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Foram mais 70 mil unidades produzidas entre 1961 e 1975.
 
Salão do Automóvel de Genebra, Suíça, abril de 1961. No estande da Ferrari, a novidade (lançada poucos meses antes, em Paris) era a 250 GTE 2+2, a primeira da marca com quatro lugares. Enzo deixa seu estande para dar uma volta e conferir os lançamentos. E para extasiado diante da Jaguar. A inglesa lançava o E-Type, esportivo de dois lugares que se tornaria ícone da marca, com mais de 70 mil unidades produzidas até 1975, entre cupês e conversíveis (roadsters).
 
O italiano não se conteve e procurou o amigo William Lyons, inglês proprietário da Jaguar, para cumprimentá-lo pelo lançamento. E não poupou elogios, declarando que jamais tinha visto um automóvel tão bonito, na frente de jornalistas que correram para divulgar a opinião de Enzo.
 
Proprietários famosos
O E-Type foi o esportivo mais famoso na década de 60 e, na lista de proprietários famosos, constam Brigitte Bardot, Steve Mc Queen e Tony Curtis. Ele encabeçou várias listas dos mais belos automóveis do mundo e até o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA) se curvou diante de seu estilo e o incorporou ao seu acervo. Ele é exposto em rodízio, na seção de design (4º andar), com outros três ou quatro modelos que também marcaram época na história do automóvel.
 
Foi o primeiro modelo de rua testado em túnel de vento, a que eram submetidos, até então, apenas aviões ou carros de corrida. E daí suas linhas fluidas e extremamente elegantes. Seu desempenho era extraordinário para a época, superando quase todos os demais esportivos com seus motores de seis cilindros em linha (265 cv) de 1961 a 1971 e V-12 (285 cv) de 1971 a 1975. O carro da foto é um modelo de 1971 (série 2) e pertence a um colecionador mineiro.