Através da Operação Jules Rimet, a Polícia Civil do Rio de Janeiro usou todos os meios para desarticular o esquema ilegal de venda de ingressos da Copa do Mundo. Segundo o jornal O Globo, agentes mulheres desarmadas infiltraram-se em festas frequentadas por boleiros para chegar aos protagonistas da quadrilha. Foi por meio de uma policial disfarçada que o argelino Mohamadou Fofana foi flagrado entregando presentes a ex-jogadores da Seleção Brasileira, por exemplo.

Em restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro, Carlos Alberto Torres, Dunga e Jairzinho estiveram presentes no encontro e ganharam garrafas de uísque de Fofana. As câmeras escondidas ainda deram resultado em simulação armada pela Polícia Civil para gravar a atuação de três cambistas ligados ao esquema, que teria movimentado R$ 200 milhões desde o início do Mundial.

Ainda de acordo com o jornal, foi por meio das microcâmeras e dos microfones escondidos que os policiais conseguiram montar o organograma da quadrilha. A partir dos cambistas, chegou a Antônio Henrique de Paula Jorge, suspeito que já tinha histórico de revenda ilegal de ingressos de grandes eventos.Na sequência, o monitoramento descobriu Fofana e chegou a Raymond Whelan por meio de conversas telefônicas grampeadas. O inglês foi detido, mas aproveitou para fugir do Copacabana Palace quando beneficiado com um habeas corpus. Na última segunda-feira, porém, Whelan entregou-se à Justiça e atualmente está preso em carceragem comum em Bangu.

O próximo passo das investigações visa identificar qual a fonte de ingressos desviados dos setores populares e negociados pelo bando de Fofana. O esquema girava principalmente em torno de pacotes VIP para camarotes e o setor 1, os mais caros da Copa do Mundo, enquanto as entradas mais baratas eram revendidas por subordinados de Antônio Henrique.