O suingue desta quarta-feira (27) fica por conta de João Donato, que sobe ao palco do Sesc Palladium, às 21 horas, ao lado da cantora e compositora Joyce Moreno para a estreia nacional do show “Aquarius”. O encontro dos amigos rendeu o CD de mesmo nome, que é lançado pela Biscoito Fino.

“Conheço Joyce desde os anos 1970, quando voltei dos Estados Unidos”, pontua Donato, pelo telefone, do Rio de Janeiro. O nome do disco veio de uma música dele, que está no CD. “Esta música foi feita ainda no meu tempo de adolescente”, lembra o mestre, hoje com 78 anos. Mesmo 60 anos depois, o artista considera que “música não tem prazo de validade”. Pena que não se possa dizer o mesmo para os “tchus”, “tchas” e “tchans” que invadem o Brasil vez por outra.

A parceria entre o Donato e Joyce já refletiu em alguns álbuns. “Gravamos um CD em 2000, chamado ‘Tudo Bonito’. E participamos em projetos um do outro, sempre que possível”, lembra ela.

Joyce conta que BH foi um dos locais sugeridos pela Icatu Seguros, o patrocinador desta turnê.

“Feminina” e “Amazonas”

No disco e no show, o público vai contar com duas músicas inéditas: “No fundo do mar” e “Luz da canção”. A conhecida “Feminina” de Joyce e “Amazonas”, de Donato, também estão no repertório. No CD, pela primeira vez, “Amazonas” é gravada com letra, assinada por Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti.

Outras canções foram regravadas por um ou outro da dupla como é o caso da delicada “Amor nas Estrelas” e a filosófica “Guarulhos Chachacha”, de Joyce (“Quero o necessário/ O extraordinário sempre é demais”). Mesmo sem entrar no disco, “Emoriô”, de Donato e Gilberto Gil, e “Clareana” e “Mistérios”, de Joyce, também vão para o show.

Sons universais

“A música de João Donato tem sido recomendada como cura para a depressão”, comenta a revista inglesa Songlines sobre o CD “Aquarius”. Mas Aquarius não é disco “pra inglês ver”. Brasileiro também se envolve com as faixas suingadas. Japonês, nem se fala – o álbum foi lançado “na terra do sol nascente” em 2009. Na fila, some os lançamentos na Europa e EUA. Aqui é possível entender o porque do som de alguns mestres serem chamados de “universais”.

Escute "E vamos lá", uma das canções da noite:
 



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